Neste fim de semana, episódios de racismo marcaram partidas da Série B e da Série C do Brasileirão, levando ao acionamento do protocolo antirracista em campo. Os casos ocorreram em Manaus e em Caxias do Sul, com repercussões legais e administrativas para as equipes envolvidas.
Em Manaus, na Série C, Ferroviária enfrentava o Amazonas no estádio Carlos Zamith quando torcedor de quem não foi identificada ofendeu dois jogadores da equipe paulista nos acréscimos do primeiro tempo. A partida ficou interrompida por cerca de 15 minutos até a retirada do agressor, e a súmula registrou a detenção do torcedor por injúria racial.
A Ferroviária divulgou nota indicando que o agressor proferiu frase ofensiva. O abatimento no ambiente ressaltou falhas de segurança, com abertura de portões durante a paralisação e presença de um dirigente do Amazonas próximo ao torcedor acusado. O árbitro reiniciou o jogo, que terminou com vitória do Amazonas por 2 a 1.
Duas semanas após, no Alfredo Jaconi, em parceria com a Série B, o Juventude enfrentou o Sport. Marcos Paulo, atacante do Juventude, relatou ter sofrido insultos de um torcedor da própria equipe gaúcha aos 24 minutos do segundo tempo, depois de ser substituído. O árbitro recebeu o comunicado e acionou o protocolo antirracista.
A súmula descreve que reservas e membros da comissão técnica do Juventude se deslocaram para indicar o autor das ofensas, gerando discussão perto das grades da arquibancada. O Juventude informou que o autor terá o CPF bloqueado para compra de ingressos no estádio Alfredo Jaconi, como medida educativa e punitiva.
No jogo, o Sport venceu por 1 a 0, pela 10ª rodada da Série B. O episódio levou o clube mandante a enfatizar a prevenção e a responsabilização de torcedores, enquanto o Sport não teve relatos adicionais de incidentes nesse confronto.
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