O Conselho Deliberativo do Corinthians expulsou Andrés Sánchez do quadro associativo em reunião realizada nesta terça-feira. A decisão ocorreu após avaliação de votos: 112 a favor, 49 contrários e 6 abstenções, com 167 membros presentes. Sánchez não compareceu e foi representado por três advogados.
A acusação central envolve gastos de cerca de R$ 480 mil com o cartão corporativo do clube entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021, período do terceiro mandato do ex-presidente. A defesa afirma que houve uso por engano, por confusão com o cartão pessoal, e sustenta que não existiam regras internas específicas para o cartão corporativo.
O presidente Leonardo Pantaleão afirmou que a expulsão se baseou na apuração dos fatos e nas provas reunidas no processo, destacando que o parecer da Comissão de Ética foi lido e que houve ampla oportunidade de defesa. Segundo o dirigente, a decisão foi tomada pela maioria dos conselheiros.
Foi informado que uma possível suspensão não foi considerada pela maioria dos conselheiros, mesmo diante de sugestões externas. A leitura do parecer evidenciou que a condenação tratou exclusivamente da conduta apurada, sem avaliar valores ou demais aspectos.
Protestos e repercussão
Do lado de fora, torcidas organizadas do Corinthians organizaram protestos antes da votação, com faixas e cânticos contrários a Andrés Sánchez. Os torcedores cobraram transparência e a expulsão do ex-presidente, em clima de tensão próximo ao local da sessão.
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