Desde o início da tarde, torcedores do Corinthians se reuniram do lado de fora do Parque São Jorge, sede social do clube, para exigir a expulsão de Andrés Sánchez, ex-presidente. A reunião discutia uma possível expulsão do quadro associativo, após recomendação da Comissão de Ética do clube.
Os protestos ocorreram sob forte esquema policial. Faixas e cânticos foram usados pelos presentes, que pediam a saída de Sánchez e cobravam também os conselheiros. A manifestação teve foco na acusação de uso indevido do cartão corporativo do clube entre agosto de 2018 e fevereiro de 2021.
Andrés Sánchez não estava presente no local durante a votação. Advogados que o representam apresentaram a defesa enquanto o encontro, considerado uma sessão do Conselho Deliberativo, avançava com a votação. A defesa sustenta que o uso do cartão ocorreu por engano, por confundir o corporativo com o cartão pessoal, além de alegar ausência de regras internas claras sobre o cartão.
Progresso da reunião
Conselheiros começaram a chegar ao Parque São Jorge por volta das 16h. A primeira chamada ocorreu às 18h e a segunda, às 19h, dando início formal à votação. Torcedores acompanharam a tramitação com expectativa quanto ao desfecho.
Contexto e histórico do dirigente
Andrés Sánchez presidiu o Corinthians em dois mandatos, de 2007 a 2011 e de 2018 a 2020. Atualmente atua como conselheiro vitalício e integra o Conselho de Orientação (CORI). Foi figura central na política do clube nas últimas décadas e liderou o grupo Renovação e Transparência, com atuação de 16 anos.
Os protocolos de segurança permaneceram reforçados ao longo da tarde, com a presença de equipes da polícia dentro e ao redor da sede. A decisão sobre a expulsão ainda não havia sido anunciada ao término deste relatório.
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