Foi anunciada uma ação judicial para tentar anular o processo interno do Corinthians que resultou na expulsão de Andrés Sánchez do quadro de sócios. A defesa sustenta que houve irregularidades graves durante a deliberação, realizada na segunda-feira, no Parque São Jorge.
Segundo o escritório Fernando José da Costa Advogados, a Comissão de Ética, responsável pelo parecer que recomendou a expulsão, também conduziu a votação como presidente do Conselho Deliberativo. A mudança de estrutura ocorreu após a licença de Romeu Tuma, em abril, em meio a desentendimentos com o presidente Osmar Stábile.
A defesa contesta ainda o modelo de votação, que foi aberto e nominal. Dos 300 conselheiros, 167 votaram: 112 a favor da expulsão, 49 contra e 6 abstenções. O protesto aponta que o rito estatutário previa votação secreta, conforme o edital de convocação.
A decisão do Conselho Deliberativo expulsou Andrés Sánchez do clube, com base em investigações que apontaram gastos pessoais de cerca de R$ 480 mil com o cartão corporativo. Sánchez já ocupou a presidência do Corinthians entre 2007-2012 e 2018-2020, e houve ressarcimentos parciais de despesas.
A defesa afirma que houve confusão entre o cartão corporativo e gastos pessoais e promete medidas judiciais para reconhecer nulidades processuais e assegurar o devido processo legal. A reportagem tentou contato com os advogados, que não falavam com a imprensa imediatamente após a votação.
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