O ex-presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, renunciou aos cargos de sócio remido, conselheiro vitalício e membro do Cori, além de deixar o quadro associativo do clube. A saída ocorre em meio a uma investigação do Ministério Público sobre suposta apropriação indébita durante sua gestão, que ocorreu entre 2021 e 2023.
Segundo apurações, o MP aponta um valor de R$ 41,8 mil, com correção e juros. Também há pedido de indenização por danos morais ao clube, no valor de R$ 31,3 mil, e o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli tornou-se réu no mesmo processo.
A operação ocorre em um momento de definição na política do clube, após o MP ter apontado irregularidades. O Corinthians é alvo de ações que envolvem gestores do passado e também de mudanças recentes na estrutura associativa do clube.
Mudanças na política do clube
Nesta semana, Andrés Sánchez foi expulso do quadro associativo do Corinthians, decisão tomada pela Comissão de Ética e ratificada pelo Conselho. A expulsão foi oficializada com 112 votos a favor, 49 contrários e seis abstenções, entre 167 votantes.
O ex-presidente recebeu a expulsão mesmo sem comparecer à reunião; foi representado por advogados. As acusações associadas envolvem gastos de cerca de R$ 480 mil com cartão corporativo entre 2018 e 2021, durante o terceiro mandato de Sánchez.
A defesa de Sánchez sustenta que houve uso indevido por engano, por confusão com cartão pessoal, e que não havia regras internas claras para o cartão corporativo. O clube informou que analisa os próximos passos internos.
Duilio Monteiro Alves, em nota, ressaltou que o clube vive uma “guerra política” e que a gestão enfrentou pressões que afetaram a governança. O ex-presidente afirmou ter agido dentro da legalidade e pediu cumprimento de regras e transparência.
O Corinthians passa por um momento de redefinição institucional, com impactos na governança, no equilíbrio financeiro e nas relações entre associados. O clube não emitiu novas declarações oficiais sobre desdobramentos futuros.
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