O duelo entre Santos e Coritiba terminou com Neymar contundido na panturrilha. O atacante deixou o campo protestando com a arbitragem ao ser substituído. O árbitro Paulo César Zanovelli afirmou que o auxiliar do Santos, César Sampaio, indicou que Neymar sairia.
No dia seguinte ao jogo, a seleção brasileira foi alvo de expectativa. Carlo Ancelotti convocaria a equipe, com Neymar entre os prováveis nomes, mas a comissão técnica aguardava informações oficiais sobre o estado físico do jogador. O Santos não forneceu dados claros durante boa parte do dia.
Na quarta-feira, 20 de maio, o médico do Santos, Rodrigo Zogaib, informou que o problema era pequeno. O diagnóstico falava em uma lesão na panturrilha com edema, e o planejamento era manter Neymar apto para a próxima semana, segundo o clube.
Neymar afirmou, em tom privado, que estava tudo bem. Em seguida, a imprensa acompanhou que o jogador não estava apto conforme o boletim do clube. O Santos alegou ter compartilhado exames com a seleção, mas não detalhou os resultados.
A imprensa médica destacou que exames de imagem costumam ocorrer no dia seguinte a lesões. Ainda não havia confirmação pública sobre o que exatamente foi avaliado pelo Santos ou pela CBF.
Exame da CBF desmonta narrativas
Em coletiva, o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, apontou que o diagnóstico não era de edema, contestando as informações do Santos. A autoridade citou que não houve confirmação de uma lesão tão menos grave quanto descrita previamente.
O episódio gerou questionamentos sobre a comunicação entre clube, jogador e seleção nas vésperas de convocações. O que restou claro foi a divergência entre o que foi divulgado pelo Santos e o resultado apresentado pela CBF.
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