O futebol brasileiro movimentou 14,3 bilhões de reais em 2025, um avanço real de 32% frente a 2024. O levantamento é da 17ª edição do Relatório Convocados, feito por Cesar Grafietti com apoio da Outfield e Galapagos Capital, e divulgado em 27 de maio de 2026.
O crescimento decorre de receitas não recorrentes com venda de atletas e premiações, além da consolidação das casas de apostas e de uma nova distribuição dos direitos de transmissão da Série A. Sem esses efeitos, a receita total subiria 13%.
Parcerias com clubes, negociações de atletas e impactos do ciclo de TV contribuíram para o aumento, mas o relatório alerta que parte relevante do avanço veio de itens extraordinários.
Principais destaques
- Transferências de atletas: 3,9 bilhões, alta de 63% ante 2024.
- Premiações: 1,6 bilhão, impulsionadas por quatro clubes na Copa do Mundo de Clubes.
- Custos operacionais: 10,3 bilhões, alta de 22%.
- Endividamento consolidado: 17,3 bilhões; elencos lucram com venda de jogadores para manter contas.
- Receitas com apostas: 3,1 bilhões, 36% de alta; um terço vem de apostas esportivas.
- Diretos de TV: novo ciclo 2025-2029 aumenta piso de transmissão para 93 milhões por clube.
- Deficit recorrente: custos superam receitas em 108% nas Séries A.
- Sócio-torcedor: 877 milhões; bilheteria, 847 milhões.
- Valor de mercado: Flamengo lidera, seguido por Palmeiras e Corinthians.
- Alavancagem: dívida de curto prazo recuou de 0,81x para 0,74x das receitas da Série A.
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