O Ministério Público pediu o arquivamento do inquérito aberto para apurar possível crime de falsidade ideológica envolvendo o Conselho Fiscal do Corinthians. A investigação acompanhou a reunião que aprovou as contas de 2025 da gestão Osmar Stabile, no Parque São Jorge.
Membros do Conselho Fiscal, incluindo Haroldo Dantas, participaram da decisão. Dantas enfrentava impedimento por conflito de interesses por atuar na defesa de empresas ligadas ao presidente do clube, o que motivou o início da apuração.
Ao ouvir testemunhas, o promotor verificou que Cláudio Senise e Paulo Schmidt buscaram esclarecimentos com Miguel Marques e Silva, presidente do Cori. A resposta indicou que normas estatutárias não autorizavam suspensão preventiva pelo despacho individual da Comissão de Ética, o que, segundo ele, anula a acusação de falsidade ideológica.
Além disso, Ronaldo Fernandez Tomé, que votou pela suspensão de Haroldo em outra ocasião, já havia recebido relatório semelhante meses antes. A análise aponta potencial ato administrativo irregular, mas a Promotoria Criminal não detém competência sobre o tema, que foi encaminhado à Promotoria do Patrimônio Público e Social.
Desdobramentos
A Promotoria do Patrimônio Público e Social passa a investigar possível intervenção judicial no Corinthians, acompanhando a continuidade do caso e eventuais implicações para o clube. A decisão de arquivamento depende de reavaliação institucional e de provas adicionais.
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