Bruna Costa, levantadora do Maringá (atual Londrina), voltou ao vôlei após três anos afastada por suspensão por doping. A jogadora foi convidada para a Seleção Brasileira e participa da Liga das Nações, cuja estreia está marcada para esta quarta-feira. A confirmação veio após sua performance no último clube.
Em 2022, enquanto defendia o Fluminense, Bruninha recebeu a punição de três anos pela ABCD por doping. Os testes apontaram clenbuterol, oxandrolona e metabólitos entre as substâncias identificadas. A decisão impactou a continuidade da carreira da atleta.
Durante o período de afastamento, Bruninha seguiu os estudos e se formou em Educação Física. Paralelamente, manteve a preparação física com treinos diários, buscando retorno ao alto rendimento. A experiência ajudou a moldar sua visão profissional e pessoal.
Inscrita na Liga das Nações, a levantadora compete pela vaga titular com Macris e Roberta, já consolidadas no time de José Roberto Guimarães. Ela admite estar um passo atrás, mas ressalta a oportunidade de aprendizado com as companheiras.
Em Saquarema, Bruninha destaca o ganho técnico desde o retorno. Ela comenta ter evoluído rapidamente ao conviver com jogadoras experientes e sentir o ritmo do jogo mais veloz, mantendo o foco em atingir o nível das titulares.
Aos poucos, a atleta vem se aproximando do estilo de jogo exigido pela seleção. Ela afirma que cresceu em 30 dias de treinamento intenso e que chega com humildade para contribuir na equipe.
Na rotina da Seleção, Bruninha atua como uma espécie de consultora na academia. Com formação em Educação Física, abriu uma empresa de consultoria online voltada a emagrecimento feminino, cujos aprendizados ajudam nas atividades de treino.
Segundo a levantadora, as colegas pedem ajuda técnica durante os exercícios. Ela explica que as correções surgem de forma descontraída, com a proximidade entre as jogadoras fortalecendo o trabalho em conjunto.
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