O Palmeiras derrotou a Chapecoense por 1 a 0 no Allianz Parque, em partida da 18ª rodada do Brasileiro. O gol que definiu o placar foi anulado no final do jogo, após revisão do VAR, gerando análise entre ex-árbitros ouvidos pela reportagem. A decisão ocorreu aos 49 minutos do segundo tempo, após disputa na área e toque de Italo, com presença de Murilo na jogada.
O lance envolveu atuação de Bolasie e Bruno Fuchs, com Italo finalizando à rede. O árbitro Felipe Fernandes de Lima validou o gol, e o VAR, sob comando de Antonio Lima Cordeiro, também confirmou a marcação. Após reclamações do elenco palmeirense, o juiz revisou o lance e anulou o tento, alegando possibilidade de afastar a bola por Murilo.
Opiniões de ex-árbitros
Ex-árbitros ouvidos pela reportagem apresentaram leituras distintas sobre a suposta falta e o eventual impedimento de Murilo, ao empurrão considerado como desequilíbrio no duelo pela bola. Um deles afirma que houve falta ao empurrar as costas, o que justificaria a anulação, ainda que o VAR tenha validado anteriormente o gol.
Outra opinião sustenta que o contato não justificaria a queda de Murilo e que o gol deveria ter sido mantido, mantendo a decisão original do árbitro de campo. Há quem destaque que o toque de Murilo poderia ser visto como normal no choque pela bola, sem falta.
Pênalti no fim e decisões do VAR
Logo após o gol anulado, a Chapecoense teve nova chance de empate. Aos 57 minutos, Bolasie finalizou e Marcelo Lomba espalmou. No rebote, Khellven afastou, mas acertou Neto Pessoa na linha da área. Inicialmente marcado como falta, o árbitro revisou o lance e apontou pênalti.
Bolasie cobrou e acertou o travessão, consolidando a derrota da Chapecoense. Alguns ex-árbitros discordaram da confirmação do pênalti, enquanto outros defenderam a legitimidade da decisão, citando intervenção do VAR para confirmar o lance após análise da jogada.
O áudio do VAR e decisões
Relatos de áudio do VAR mostram o árbitro reconhecendo o empurrão nas costas de Murilo, mas questionando se a bola estava disputável. Em outro momento, o árbitro afirmou que o jogador chutaria a bola e que o contato foi imprudente dentro da área, resultando em tiro livre de pênalti para a Chapecoense, sem cartão. As interpretações divergentes reforçam o debate sobre a atuação dos bastidores do VAR no lance final.
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