O Conselho Deliberativo do Corinthians expulsou formalmente o ex-presidente Augusto Melo do quadro de associados. A medida ocorreu na noite desta segunda-feira, 1º, durante votação realizada no Parque São Jorge, após avaliação de suposta tentativa de retomar o poder em maio do ano passado. A decisão é definitiva, segundo o órgão.
A sessão aconteceu sob forte presença de torcedores na entrada da sede social, com faixas e bandeiras em apoio à exclusão de Melo. Antes da votação, o ex-mandatário chegou a acionar o Poder Judiciário para suspender a sessão, mas o pedido de liminar não teve resposta até o fim da contagem dos votos.
Contexto e desdobramentos
A crise remonta a 31 de maio de 2025, quando Melo e aliados teriam invadido a sede para reassumir a presidência. O grupo defendia que houve afastamento temporário do Conselho Deliberativo e tentou anular atos anteriores, incluindo o impeachment.
O presidente em exercício na época, Osmar Stabile, permaneceu no cargo e não abriu mão da presidência. Romeu Tuma Júnior, alvo de questionamentos, manteve os processos internos. A cúpula atual classificou a ação como tentativa de golpe institucional.
Essa expulsão amplia a “faxina política” no clube. Em uma semana, já havia ocorrido a expulsão de Andrés Sanchez por uso irregular de cartões corporativos. Duílio Monteiro Alves também renunciou ao título de sócio remido, abrindo mão de funções administrativas enquanto responde a investigações.
Augusto Melo já respondia a processo criminal na Justiça comum por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado. O ex-dirigente teve o mandato de presidente interrompido por irregularidades contratuais com a casa de apostas VaideBet, o que motivou o impeachment e a desassociação subsequente.
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