Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians protocolou nesta quarta-feira um novo pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. O documento sustenta irregularidades em contratações de empresas ligadas à área de segurança e controle de acesso do clube. O pedido aponta descumprimento do Estatuto Social e possíveis violações à legislação esportiva e civil.
Os autores afirmam que o caso Mega Assessoria Operacional é a base principal das acusações. A investigação do Ministério Público de São Paulo apura a contratação sem contrato formal entre setembro e outubro de 2025, para atuar no Parque São Jorge, CT Joaquim Grava e Neo Química Arena. Pagamentos somaram cerca de R$ 676 mil.
A peça também menciona divergências entre versões apresentadas por dirigentes e pelo clube, segundo apurações do MP. Em despacho recente, o promotor Cassio Conserino sinalizou surpresa ao confirmar que a empresa contratada integra o mesmo núcleo apontado pelo Corinthians como responsável pela contratação emergencial. O MP requisitou novos documentos e diligências.
Mega Assessoria no centro das investigações
Os conselheiros sustentam que houve falhas nos controles internos que justificariam o impeachment. A peça aponta que notas fiscais foram substituídas após inconsistências identificadas internamente e que os procedimentos de governança não foram acionados.
Além disso, o ministério apura a origem da contratação emergencial, com relatos de divergências entre informações dos dirigentes e do Corinthians. O documento requer ainda transparência sobre pagamentos e participação de terceiros no processo.
Bear Security entra como fato novo
A nova petição inclui questionamentos sobre a Bear Security Ltda., empresa que prestou serviços durante a gestão de Stabile. A acusação sustenta contratação sem concorrência formal e ausência de registros que demonstrem o procedimento adotado pelo clube.
Relatos indicam que a Bear teria recebido cerca de R$ 586 mil sem regularização na Polícia Federal para atuação na área de segurança privada. A comitiva também afirma que a empresa prestava serviços à família de Stabile antes de atuar no Corinthians.
Grupo de oposição e próximos passos
O pedido é assinado por conselheiros e associados de oposição, incluindo nomes como Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Marcelo Mandel e Yun Ki Lee. Os autores solicitam apreciação pelo Conselho Deliberativo e comunicação formal ao Ministério Público.
Também pedem auditoria independente com foco em contratações emergenciais e pagamentos sem contrato. O novo requerimento se soma às investigações do MP sobre a Mega e aumenta a pressão sobre a gestão de Osmar Stabile.
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