O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra o vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, sob suspeita de desvio de materiais esportivos do clube. A acusação envolve apropriação indébita agravada e continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação, conforme documento entregue pelo promotor Cássio Roberto Conserino. A denúncia foi publicada nesta quarta-feira.
A investigação teve início após auditoria interna no clube, que apontou irregularidades no controle de itens fornecidos pela Nike, patrocinadora da equipe. O material foi monitorado por meio de notas fiscais, aprovações e movimentação de estoque, com indícios de irregularidades no fluxo.
Segundo o MP, depoimentos de funcionários do almoxarifado do Parque São Jorge e do Centro de Treinamento reforçam a existência de saídas de materiais sem a devida comprovação, incluindo notas de saída que não correspondiam a recebimentos. O relatório aponta falhas no controle interno do patrimônio.
Defesa e respostas do alvo
Armando Mendonça afirmou, em nota, que não era responsável pelas diretrizes de distribuição nem pela gestão dos almoxarifados da Nike. Ele explicou ter atuado para aumentar a transparência no sistema de aprovação de retirada de materiais e evitar prejuízos, ressaltando que não havia atribuição de política interna por sua parte.
O Corinthians, procurado pela imprensa, ainda não comentou oficialmente a denúncia. A direção do clube mantém a expectativa de apuração dos fatos pela Justiça e pelos órgãos competentes, sem adotar posição pública até nova avaliação.
A apuração continua sob responsabilidade do Ministério Público, com andamento de diligências e coleta de documentos adicionais. O caso envolve, além de Armando Mendonça, a cadeia de autorização e movimentação de itens de alto valor da Nike, conforme apurado pela promotoria.
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