O Ministério Público de São Paulo denunciou Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no caso Nike. A denúncia, apresentada em meio a uma auditoria interna, aponta desvio de patrimônio com prejuízo estimado em 6,21 milhões de reais. A investigação policial já havia sido arquivada no fim de maio. Mendonça não respondeu a contato da reportagem até a publicação.
A Procuradoria acusa Mendonça de apropriação indébita agravada e furto qualificado. Também aponta crime de coação no curso do processo, segundo o promotor Cássio Roberto Conserino. A denúncia cita supostas ameaças a testemunhas e diretores que investigavam irregularidades.
Ações da auditoria indicam o desaparecimento de 131 itens de materiais Nike, fornecedora do clube. Entre os itens estão camisas, peças de vestuário e equipamentos, todos retirados pelo vice-presidente para uso próprio ou de terceiros. As notas fiscais não teriam sido lançadas no sistema.
Detalhes do desfalque e impactos
A reportagem teve acesso à denúncia. O documento solicita afastamento cautelar de Mendonça para evitar interferências na instrução criminal, além da proibição de contato com diretores. Também há pedido de indenizações por danos materiais e morais à imagem do clube.
A auditoria aponta falhas de governança, com notas fiscais não contabilizadas. Os valores somam 5,14 milhões de reais em 2024 e 1,07 milhão entre maio e setembro de 2025. O total de 6,21 milhões envolve principalmente itens da Nike retirados e não registrados.
Entre os itens mencionados, consta o extravio de oito camisas de franquias da NFL, além de 19 pedidos semelhantes que foram cancelados após a auditoria interna ter ganhado corpo.
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