O Ministério Público de São Paulo denunciou Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, por quatro crimes relacionados a supostas irregularidades em materiais esportivos fornecidos ao clube. A denúncia envolve apropriação indébita, furto e coação de testemunhas, com foco em itens fornecidos pela Nike.
Segundo o MP, o caso envolve retenção irregular de 131 itens de material esportivo, apropriação indébita agravada continuada e tentativa de apropriação de 19 camisas especiais com referência à NFL. Há ainda acusação de furto qualificado por abuso de confiança envolvendo oito dessas camisas.
A denúncia aponta divergência entre o entendimento do MP e o relatório da Polícia Civil. Enquanto a polícia concluiu pela ausência de crime, o MP manteve que havia elementos suficientes para levar o caso à Justiça.
Entre os elementos citados está uma auditoria interna do Corinthians e um áudio entre Armando Mendonça e o diretor de Tecnologia, Marcelo Munhoes. O MP diz que o conteúdo reforça indícios de intimidação e de gestão de materiais esportivos.
Outro ponto destacado é o suposto desaparecimento de materiais, contrastando com relatos de dificuldades de fornecimento de uniformes para equipes de base e modalidades amadoras. O documento utilizado pelo MP associa os fatos a problemas de controles internos.
O MP solicitou medidas cautelares contra Mendonça, incluindo suspensão temporária do quadro de associados, proibição de frequentar as dependências do clube e de contato com dirigentes, além de recolhimento domiciliar noturno e restrições de deslocamento.
Armando Mendonça nega as acusações, atribuindo falhas administrativas herdadas da gestão anterior. A defesa sustenta que inconsistências já teriam sido corrigidas e questiona a validade da auditoria citada pelo MP.
Agora, cabe à Justiça analisar a denúncia e decidir se o processo criminal será aberto contra o vice-presidente corintiano. As próximas etapas incluem avaliação de provas, audiência e eventual decisão sobre medidas processuais.
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