O dia 31 de maio de 2021 ficou marcado na história da seleção brasileira. Pela manhã, os jogadores questionaram Rogério Caboclo, então presidente da CBF, sobre a possibilidade de a Copa América daquele ano ser realizada no Brasil durante a pandemia de covid-19. Eles pediram que, se a ideia fosse confirmada, que não fosse.
De acordo com relatos de atletas, Caboclo teria tranquilizado o grupo, indicando que a hipótese não avançaria. Contudo, na parte da tarde, a CBF e a Conmebol anunciaram que a Copa América seria disputada no Brasil, gerando surpresa entre o elenco. O episódio contribuiu para um aumento de tensões no vestiário.
A tensão se somou a críticas já existentes sobre a gestão da CBF, incluindo o afastamento de Caboclo por questões de saúde e acusações de assédio. O retorno de Ednaldo Rodrigues ao cargo também repercutiu, com avaliações sobre o cumprimento de obrigações técnicas da seleção.
Na gestão de Rodrigues, chegaram a ocorrer falhas operacionais, como indisponibilidade de água e gelo no treinamento, em meio a ajustes de orçamento para o suporte aos atletas. As quedas de desempenho e os conflitos internos foram parte do cenário da época.
Cinco anos após esse momento conturbado, a seleção é descrita como recuperando a harmonia. Relatos da época destacavam o impacto do episódio sobre o clima do grupo, que hoje é visto como um ponto de tensionamento superado, com foco em objetivos coletivos.
A Copa América de 2021 separou um Brasil vitorioso de um momento de seca para a Argentina. Atualmente, a narrativa aponta para um caminho de reconstrução para a equipe, visando reconquistar títulos e manter o grupo unido em busca de resultados relevantes.
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