O uso de coletes com peso tem ganhado espaço em academias e treinos funcionais, com o objetivo de aumentar a intensidade e o gasto calórico. O equipamento adiciona carga extra ao corpo, potencializando o trabalho muscular, principalmente nas pernas.
Especialistas destacam que os efeitos dependem do tipo de movimento. Movimentos globais com carga adicional, como flexões, agachamentos, barras e afundos, costumam trazer benefícios. A ideia é aumentar a demanda sem comprometer a forma.
Porém, a sobrecarga pode elevar o impacto sobre joelhos, quadris e lombar, aumentando o risco de lesões. O uso deve ser gradual e orientado, restrito a quem já tem boa base de treino e técnica.
Renata Suárez e Silva, educadora física, afirma que o início não deve ocorrer com iniciantes. A progressão precisa ser lenta, com avaliação de consciência corporal, força e postura durante a execução.
Atividades de alto impacto, como corrida, costumam ter maior risco ao combinar peso extra. Caminhadas, treinos funcionais de baixa intensidade e movimentos estáticos tendem a oferecer benefícios quando bem dosados.
Se aplicado no timing certo e na intensidade adequada, com prescrição profissional, o colete não apresenta risco significativo. O volume de treino também deve ser considerado pelo educador responsável.
A recomendação é usar peso equivalente a 5% a 10% do peso corporal. A progressão deve ocorrer gradualmente, sempre sob supervisão profissional, alinhada a objetivos como emagrecimento, força ou resistência.
Entre na conversa da comunidade