O grupo de conselheiros do Corinthians protocolou um requerimento para afastamento cautelar imediato do segundo vice-presidente Armando Mendonça. A medida está ligada a um suposto desvio de materiais esportivos fornecidos pela Nike e a uma gravação de cerca de 40 minutos envolvendo o dirigente e Marcelo Munhoes, diretor de tecnologia, que conduziu auditoria interna.
Os subscritores do documento são 15 conselheiros e associados do clube. O esforço para afastar Mendonça ocorre em meio a tensão entre setores da diretoria e a continuidade de investigações internas que apontam falhas no controle de estoque de materiais esportivos.
O Ministério Público de São Paulo também envolve Mendonça, com denúncia formal que envolve crimes como apropriação indébita, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado e coação. A defesa nega irregularidades financeiras, alegando falhas de gestão em gestões anteriores e apontando falhas técnicas no relatório de auditoria.
Áudios vazados e narrativa interna
Em gravações vistas pelos autores do requerimento, Mendonça afirma ter imunidade política por ter sido eleito e sustenta que a demissão administrativa não se aplica a ele. O conteúdo também descreve ações para justificar a retirada de itens do almoxarifado sem necessidade de explicação aos funcionários.
O material também relata irritação com a fiscalização de estoques, sugerindo que a retirada de itens de roupas não exigiria prestação de contas, ainda que a prática ocorra em diferentes momentos entre presidente e vice-presidentes. A oposição aponta nessa linha uma tentativa de blindagem.
Contexto institucional e desdobramentos
O relatório de auditoria encomendado pelo presidente Osmar Stabile aponta Mendonça como figura central nas inconformidades do almoxarifado. Em defesa, o vice-presidente nega irregularidades financeiras e atribui os problemas de estoque a gestões anteriores, afirmando que o documento possui falhas técnicas.
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