MORRISTOWN, NJ, EUA — Wesley foi cortado da seleção brasileira após diagnóstico de lesão muscular na coxa esquerda. O anúncio foi confirmado neste domingo, seis dias antes da estreia na Copa do Mundo de 2026, diante do Marrocos. Ancelotti terá que mexer na estrutura tática sem o lateral.
A ausência muda a ideia de jogo criada pelo técnico. O plano inicial previa Alisson no gol, linha de defesa com Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos, meio-campo com Casemiro e Bruno Guimarães e ataque dinâmico com movimentação constante. Sem Wesley, o Brasil precisa reagrupar.
Trocas e possibilidades
Danilo aparece como favorito para ocupar a lateral direita, oferecendo experiência e leitura tática, mas exige ajuste no ataque, com menor profundidade pelo corredor. Ibañez é alternativa que reforça a defesa, porém pode afastar a ideia original de intensidade ofensiva.
A convocação de Éderson como volante surpreendeu. Com a saída de Wesley, o técnico pode ganhar opções para fortalecer o meio-campo, já que na pré-lista também estavam Danilo, Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho e Paquetá.
Caminhos para a reta final
O amistoso contra o Egito, no sábado anterior, pode sinalizar as escolhas finais de Ancelotti. Além de Danilo, Paquetá surge como opção para equilibrar a posse de bola e criar fluidez, exigindo ajustes no setor ofensivo para manter mobilidade.
Bruno Guimarães retorna em boa forma após lesão e contribui com gols e participações nas jogadas. Casemiro segue como volante central, referência de equilíbrio entre defesa e ataque, mantendo a base sólida.
Foco no ataque e no ritmo
Endrick entrou como gatilho ofensivo, marcando e acelerando o ritmo desde o banco. A dúvida persiste entre manter o quarteto móvel com Raphinha, Matheus Cunha, Luiz Henrique e Vini Jr. ou apostar em variações que privilegiem a relação entre meio e ataque.
O técnico tem seis dias até a estreia, marcada para o próximo sábado. O objetivo é consolidar a base da equipe com ajustes que preservem a agressividade ofensiva, mesmo sem Wesley.
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