O retorno do Iraque à Copa do Mundo, após 40 anos de ausência, começou com um contratempo fora do campo. O fotógrafo oficial da seleção, Talal Salah, teve a entrada negada ao desembarcar nos Estados Unidos para a estreia no Mundial de 2026. Ele ficou detido por cerca de 10 horas no aeroporto O’Hare, em Chicago, passando por interrogatórios e vistoria de equipamentos pelas autoridades americanas. Ao final, foi considerado inadmissível e deportado.
Outro integrante da delegação, o atacante Aymen Hussein, também foi questionado ao chegar aos EUA. Após quase sete horas de inspeção, Hussein recebeu autorização para ingressar no país e acompanhar a equipe na preparação para a estreia. As autoridades de imigração não divulgaram os motivos da negativa para Salah; a alfândega informou apenas que viagens esportivas passam por inspeção de segurança e decisões são tomadas individualmente com base em informações disponíveis.
Talal Salah é reconhecido veterano da fotografia esportiva no Iraque, escolhido para acompanhar a seleção durante toda a campanha do Mundial. Sua missão era registrar bastidores, treinamentos e momentos históricos da geração que levou o país ao torneio pela primeira vez desde 1986. A ausência do fotógrafo foi notada por torcedores, que aguardavam imagens da delegação chegando aos EUA.
A seleção iraquiana estreia no Mundial no dia 16 de junho contra a Noruega, no Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts. A expectativa é alta entre torcedores e dirigentes, agora com um membro a menos para registrar a trajetória da equipe no torneio.
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