Em meio a protestos na capital mexicana, a presidente Claudia Sheinbaum assegurou que a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 está garantida. Ela afirmou que o governo não adotará medidas repressivas contra manifestantes, e que a tentativa é criar uma crise midiática antes da competição.
Segundo Sheinbaum, grupos que promovem os atos querem explorar conflitos para repercutir internacionalmente. A chefe do Executivo ressaltou que o objetivo é estampar manchetes de repressão, mas afirmou que o governo manterá diálogo e o evento deverá ocorrer sem interrupções.
A presidente destacou ainda que a estratégia governamental continua baseada no diálogo, e garantiu que a cerimônia inaugural transcorra de forma tranquila. Ela informou que as negociações com representantes da educação seguem ativas e que houve avanços em algumas pautas.
Capital sob tensão
A crise política se intensifica na reta final para o Mundial. Professores e outros servidores ligados à CNTE estão em greve desde o início de junho, com acampamentos e bloqueios em pontos da Cidade do México. Reivindicações incluem reajustes salariais e melhorias nas condições de trabalho.
A mobilização impacta diretamente os preparativos do evento, com o Zócalo — praça que receberia a Fan Fest oficial — permanecendo fechada por motivos de segurança. Autoridades adotam esquema de proteção para o festival de abertura.
Avanços nas negociações
Apesar da escalada da tensão, integrantes do governo afirmam que as negociações com os docentes avançam. A Secretaria de Governo informou que comissões de trabalho seguem ativas, com avaliação de diversas reivindicações já concluídas e outras ainda em discussão.
A organização do Mundial segue planejando a abertura na quinta-feira, no Estádio Azteca, entre México e África do Sul. O país sediará a competição pela terceira vez, com 13 jogos distribuídos entre Cidade do México, Monterrey e Guadalajara, segundo autoridades.
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