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Quem é João Saldanha, destaque em Brasil 70 – A Saga do Tri

João Saldanha, conhecido como João Sem Medo, reconstruiu a Seleção nas Eliminatórias de 1970, desafiando o regime militar e moldando a base do tricampeonato

Imagem colorida mostra João Saldanha e Rodrigo Santoro - Metrópoles
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João Saldanha, conhecido como “João Sem Medo”, surge na Netflix Brasil 70 – A Saga do Tri como peça-chave da reconstrução da Seleção Brasileira nas eliminatórias para o México 1970. O destaque vem da liderança de Saldanha diante de um país sob regime militar, em meio a tensões políticas e esportivas.

O treinador era jornalista, comentarista esportivo e militante político. Nascido em Alegrete (RS) em 1917, teve passagem pelo Botafogo como jogador e dirigente. Formado em Direito, consolidou-se na imprensa antes de assumir o comando técnico.

Em 1969, recebeu a missão de reconstruir o time após a decepção de 1966. A narrativa da série mostra Saldanha buscando Pelé para a Copa de 1970, após o anúncio de sua aposentadoria provisória. O Brasil venceu as seis partidas das Eliminatórias e assegurou a vaga de forma invicta.

Sob a alcunha de *feras de Saldanha*, o grupo apresentou futebol ofensivo. Vitórias sobre Colômbia, Venezuela e Paraguai levaram o Brasil a marcar 23 gols e sofrer apenas dois. A campanha ficou marcada pela postura crítica ao governo militar.

Desafios e tensões

A relação com dirigentes da CBD e com o presidente Médici foi marcada por atritos. A imagem pública de independência de Saldanha contrastou com pressões políticas da época.

Havia divergências com Pelé sobre a função do atacante. Saldanha defendia Pelé em posição mais adiantada, enquanto o jogador preferia atuar como armador. A discussão envolveu, ainda, críticas à condição física do craque.

Em março de 1970, Saldanha deixou o comando da Seleção. Mário Zagallo assumiu e conduziu o Brasil ao tricampeonato no México. Mesmo sem estar na Copa, Saldanha é lembrado pela formação da base vitoriosa de 1970.

O legado do treinador é visto como fundamental para o futebol brasileiro. Sua postura frente ao poder e a construção de uma equipe vencedora permanecem como marco histórico.

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