O Ministério Público de São Paulo investiga o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por suposta irregularidade na contratação de uma empresa de controle de acesso para o clube. A inclusão do nome dele ocorreu após novas informações surgirem na apuração.
O ex-diretor administrativo Fábio Soares disse ao MP que a contratação foi decisão do próprio presidente, não da área administrativa do clube. Essa versão, segundo o Ministério, entra como elemento relevante da investigação.
Documentação obtida pelo MP aponta que Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, era proprietário da empresa contratada emergencialmente e atuava no Corinthians no mesmo período, conforme um ofício de maio que o identifica como gerente operacional do clube.
Desdobramentos
Em entrevista ao UOL, em 13 de maio, Stábile afirmou não ter sido responsável pela contratação e que a condução ficou a cargo do setor administrativo. O presidente também disse não ter participado do processo, contrariando o relato do ex-diretor.
A divergência entre depoimentos motivou a que Stábile fosse investigado por possível participação na contratação. Promotores analisam também o vínculo entre o clube e o empresário, que atuava como prestador de serviços e funcionário do Corinthians.
Para aprofundar, o MP requisitou novos documentos ao Corinthians, incluindo cópias de ofícios assinados por Nandão e informações sobre outras pessoas citadas nos registros. O objetivo é esclarecer a relação entre as partes.
O depoimento de Nandão está marcado para 15 de junho. A defesa pediu para remarcar após 26 de junho, alegando que ele está fora do Brasil. O MP manteve a oitiva, que será realizada por videoconferência, com possibilidade de manifestação por escrito.
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