A seleção brasileira investe na saúde mental como parte da preparação para a Copa do Mundo, não apenas em aspectos táticos e físicos. Carlo Ancelotti destacou que o aspecto mental é essencial para o desempenho.
A CBF implantou medidas de bem-estar emocional, incluindo a presença de uma psicóloga na comissão técnica, algo ausente nas últimas Copas. Também houve ajuste na convivência e na rotina dos convocados.
A profissional responsável é Marisa Santiago, psicóloga do Esporte, que atua desde 2024 nas datas Fifa. Ela explica que o trabalho não é terapia, e sim apoio para lidar com a pressão e o ritmo de competição.
Psicologia, sim. Terapia, não
Marisa ressalta que a função envolve acolhimento individual e em grupo, dentro de um trabalho multidisciplinar. A fisioterapia e outros profissionais ajudam a contextualizar sinais emocionais para o desempenho.
Bruno Guimarães reforça a importância do acompanhamento, tanto no esporte quanto na vida. Ele cita exemplos de pressão externa e ressalta benefícios de ter apoio dentro da seleção para manter o foco.
No dia a dia, as atividades costumam ocorrer após treinos ou em momentos de descanso, com sessões pontuais. Em Datas Fifa curtas, o tempo para dinâmicas é limitado, mas há contato periódico com a psicóloga.
Durante a Copa, Marisa orientará a equipe sobre como manter a concentração diante de atrasos ou paralisações. A experiência anterior com o Copa do Mundo de Clubes serve como referência.
Histórico
A última profissional de saúde mental integrada à comissão foi em 2014. Em 2018 e 2022, o técnico Tite preferiu não manter psicólogo fixo, adotando aconselhamento externo. Hoje, a presença institucional é consolidada pela CBF.
Entre os convocados, lideranças como Danilo destacam a relevância de cuidados psicológicos e já discutiram o tema publicamente, inclusive envolvendo projetos voltados ao assunto.
A estreia da seleção na Copa ocorre no próximo sábado, contra Marrocos, às 19h (horário de Brasília). O Grupo C ainda conta com Haiti e Escócia.
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