Esmir Bajraktarevic, nascido em Appleton, Wisconsin, nasceu nos Estados Unidos mas escolheu jogar pela Bósnia, país de seus antepassados. O meia-contra-canhoto converteu o pênalti que levou a Bósnia à Copa do Mundo, numa vitória decisiva nas eliminatórias.
Seus pais fugiram do massacre de Srebrenica durante a Guerra da Bósnia, em 1995. Em 2001, buscaram refúgio nos Estados Unidos e, em 2005, nasceu Esmir. O jovem cresceu cercado pela cultura bósnia e pela paixão pelo futebol.
Origens e trajetória
Foi criado em Appleton, cidade de Wisconsin, e acabou revelando talento no New England Revolution, nos EUA. Chamou a atenção do PSV, da Holanda, durante a passagem pelo clube norte-americano. Em 2023/2024 ganhou espaço, conquistando o bicampeonato nacional com o PSV em 2025/2026.
Na FIFA, atuou pela primeira vez pela seleção dos Estados Unidos em janeiro e, em setembro, vestiu pela primeira vez a camisa da Bósnia, marcando assistência para Dzeko na estreia na Liga das Nações, ainda que a equipe tenha sido derrotada pela Holanda.
Destaques recentes e contexto
Pelo PSV, Vajraktarevic somou gols e assistências que contribuíram para o título holandês. Em 2025/2026, foram 7 gols e 4 assistências em 36 jogos, coroando o bicampeonato. Na seleção, anotou o gol da virada contra a Romênia nas Eliminatórias.
O pênalti decisivo que classificou a Bósnia para a Copa ocorreu sob intensa pressão coletiva, com membros da comissão técnica, jogadores e árbitros em momentos de oração e fé antes da cobrança, simbolizando a união da equipe.
Perspectivas
O meia segue em ascensão no cenário europeu e recebe elogios pela versatilidade e lealdade às raízes bósnias. Sua história de vida traduz a conexão entre origem, refugiados e carreira esportiva de alto nível, sem abrir mão de identidade.
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