O atacante Raphinha reconheceu, durante uma coletiva nesta quarta-feira (10), que sente distanciamento do público brasileiro, mesmo diante da preparação para a Copa do Mundo. O Barcelona, clube em que atua, está em foco na imprensa brasileira por sua trajetória.
Ele explicou que a maior parte de sua carreira ocorreu na Europa e que, por isso, não criou vínculos fortes com clubes brasileiros. Raphinha citou Avaí, Vitória SC, Sporting, Rennes e Leeds como passos importantes na sua formação.
O jogador foi cobrado pela imprensa sobre a aceitação do seu estilo de jogo pela torcida. Ele disse compreender que parte do público pode não gostar de sua maneira de atuar, mas afirmou que não pode mudar o gosto das pessoas. O atacante também ressaltou que precisa se provar a si mesmo e à sua família.
Apesar do desafio de reconhecimento, Raphinha garantiu empenho máximo em campo. Disse que nem sempre terá dias perfeitos, mas que a entrega pela seleção brasileira é inegável. A dedicação é apresentada como prioridade, independentemente dos resultados.
Na Copa do Mundo de 2026, o brasileiro chega com 39 jogos pela seleção, marcando 11 gols e dando oito assistências. O jejum de gols persiste desde 21 de março de 2025, tema de debate entre analistas sobre a fase ofensiva do jogador.
Desempenho e perspectivas
Raphinha participou das cinco partidas da edição de 2022 do Mundial no Catar, atuando como titular em quatro. Nesta edição, ele busca quebrar a sequência sem gols com a Amarelinha. O volante da equipe acompanha de perto a busca por equilíbrio entre virtuosismo e vínculos com a torcida.
Contexto atual
A entrevista foi realizada no hotel da Seleção, à véspera da estreia em novo ciclo da Copa. O atacante reafirmou o compromisso com a entrega em todas as partidas, destacando a importância de manter o foco no objetivo coletivo, independentemente do comportamento do público.
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