Um estudo da revista The Economist analisou os hinos nacionais dos 48 países classificados para a Copa do Mundo de 2026 e identificou referências históricas a guerras, invasões, revoluções e disputas territoriais. O objetivo foi mapear quais nações aparecem com mais frequência como inimigas históricas nas letras oficiais.
Segundo a pesquisa, a Espanha lidera o ranking de adversários históricos citados nos hinos. O país manteve domínio colonial na América por séculos, e os processos de independência deixaram marcas simbólicas presentes em várias canções nacionais. A análise usa ferramentas de inteligência artificial para identificar referências bélicas.
Entre os exemplos destacados, o Equador tem menção à queda do domínio espanhol ao citar um “leão derrubado” em seu hino. A versão da Holanda também faz referência a conflitos contra a monarquia espanhola durante a independência. O México aparece com tom de resistência, exaltando defesa da soberania.
Destaques da análise
A publicação mostra que Espanha não é, hoje, objeto de ódio direto, mas figura como principal adversário histórico lembrado nas letras. O levantamento indica ainda que apenas oito dos 48 hinos não trazem referências a guerras, armas ou sacrifícios patrióticos.
Portugal aparece com o maior nível de referências bélicas entre os participantes, em uma composição criada durante uma crise diplomática com a Grã-Bretanha. França, Uruguai e Tunísia também aparecem com letras marcadas por mensagens de combate e sacrifício nacional.
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