Em 2026, a previsão de resultados da Copa do Mundo de futebol passa a depender de Inteligência Artificial. ChatGPT e Claude apontam a Espanha como campeã; Le Chat, na França, vacila entre os Bleus; DeepSeek e Qwen, da China, veem a Argentina como favorita. A mudança marca o primeiro torneio com uso maciço de IA para prognósticos.
A troca de palpites não-humanos está ganhando espaço entre torcedores e especialistas. Bancos, universidades e veículos de tecnologia testam modelos de IA para prever partidas, incluindo cenários de lesões, convocações e tendências de apostas. Em múltiplas simulações, a Espanha aparece com frequência como favorita, com a França como opção quase sempre em segundo lugar.
Resultados divergentes entre IA ocidentais e chinesas geram debate. Enquanto tomam caminhos distintos, especialistas ressaltam a necessidade de referências que acompanhem a evolução das informações reais e permitam comparação com os desfechos oficiais. Pesquisadores destacam a importância de avaliar a performance diante de dados dinâmicos e incertos.
Avaliação acadêmica da precisão das IAs
Pesquisadores da Universidade Ludwig Maximilian, na Alemanha, avaliam qual modelo tende a ser mais preciso em previsões de partidas. O estudo utiliza o site LLM SoccerArena para testar a capacidade dos sistemas de integrar conhecimento interno e dados da internet, como lesões e convocações.
Segundo o pesquisador Stefan Feuerriegel, o objetivo é criar referências que permitam comparar previsões com o resultado real, indo além de tarefas abstratas. A pesquisa também analisa como as IA lidam com incerteza e com informações de fontes externas.
A investigação envolve modelos diversos, incluindo o processamento de informações de mercados de apostas para calibrar cenários prováveis. O trabalho evidencia o interesse científico em entender o impacto de IA gera previsões para eventos esportivos de grande audiência.
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