Em 2010, o Rei Mohamed VI inaugurou uma Academia de Futebol com centro de pesquisa, criada para desenvolver o futebol marroquino desde a base. O complexo envolve seis campos e ocupa 9 mil m² com atuação educativa. O objetivo era superar fracassos em Copas anteriores.
A academia também funciona como modelô para captação de talentos internacionais. Foi lá que Hakimi e Brahim Diaz passaram por fases de convocações e adesão à seleção marroquina, fortalecendo o processo de naturalização esportiva do país.
Na lista da Copa de 2026, 19 jogadores do Marrocos nasceram fora do país. O caso mais recente é Ayyoub Bouaddi, capitão da França sub-21 que decidiu defender o Marrocos na fase atual, sendo convocado para a Copa.
Estrutura escolar
A instituição recebe jovens a partir dos 12 anos e oferece dez salas de aula, laboratórios de informática e uma grade curricular adaptada com apoio do Ministério da Educação. O ensino é dividido em três níveis, com foco na adaptação inicial.
Os talentos contam com dormitórios, refeitórios, academias, piscina e um centro médico completo, com clínicas, fisioterapia e balneoterapia. O complexo integra educação, esporte e saúde para formação integral dos jovens.
Impacto e alcance
O programa tem mostrado resultados: em 2022, o Marrocos ficou em quarto lugar na Copa do Mundo no Qatar. Nos últimos dois anos, a seleção sub-20 conquistou o título mundial e a seleção olímpica faturou bronze em Paris 2024.
Entre os jogadores ligados à academia que participaram de convocações recentes estão Aguerd (lesionado), o goleiro Reda Tagnaouti e o meia Azzedine Ounahi. A aposta na base é citada como diferencial no ciclo atual da seleção.
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