Nem todos os torcedores que chegaram ao MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, neste sábado, tinham ingresso garantido para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Mesmo com orientações da FIFA, brasileiros tentaram entrar sem bilhete.
Denis Vila Boa, de 44 anos, membro da torcida Camisa 12, do Corinthians, chegou cerca de quatro horas antes do jogo buscando alguém para revender entrada. Ele disse à Folha que pagaria o que fosse necessário, chegando a admitir disposição para gastar até 350 dólares.
O preço oficial dos ingressos para o duelo contra Marrocos era muito superior. Dados de mercado indicam que a opção mais barata disponível chegou a cerca de 1.740 dólares na semana anterior, refletindo um modelo de valores dinâmicos da FIFA.
Preços, estratégias e relatos
Denis revelou outra tática: viajar com um grupo de 15 pessoas e tentar passar pela catraca junto com terceiros. A abordagem já havia sido utilizada na abertura do Mundial, segundo ele, com algum sucesso.
Alguns torcedores chegaram ao entorno do estádio já com expectativas de clima semelhante ao das arenas brasileiras, enquanto outros comerciantes e empresários locais chegaram mais cedo para observar a movimentação. Um grupo de quatro empresários gaúchos comentou que não percebeu grande agitação ao redor do local quatro horas antes da partida.
Deslocamento e cenário próximo ao jogo
À medida que a partida se aproximava, o fluxo de fãs aumentou, com diversas pessoas chegando por carona, trem ou ônibus fretado. Um relato aponta que o trajeto até o estádio levou entre uma hora e meia e duas horas, apesar de a visita ser para a abertura da Copa.
Quem optou por estadias próximas ao estádio mencionou a ausência de atividades como churrasco no entorno, algo que eles associaram ao clima de estádio brasileiro. Muitos planejaram voltar para áreas de alimentação próximas, como shoppings conectados ao estádio.
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