Emerse Faé, técnico da Costa do Marfim, assumiu a seleção africana em 2024 e já conquistou a Copa Africana das Nações. Sua história no Mundial tem um marco inusitado: em 1998, atuava como gandula em uma partida do Brasil.
Nascido em Nantes, Faé tinha 14 anos quando o Brasil x Dinamarca eliminou a Suíça nas quartas de final. Na ocasião, ele pôde ficar no túnel ao lado de Cafu, Roberto Carlos e outros atletas, momento que considerou inspirador.
Filho de pais marfinenses, o ex-jogador revelou ter se inspirado na geração que incluía Yaya Touré, Kolo Touré, Didier Drogba e Zokora. Optou por defender a Costa do Marfim, acreditando no projeto da seleção.
Caminho como jogador e a decisão pela Costa do Marfim
Faé defendeu o Nantes e participou da seleção marfinense na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. A equipe não avançou além da fase de grupos, com uma vitória, uma derrota e outra derrota.
O meia se aposentou dos campos em 2012, aos 28 anos, por conta de flebites recorrentes que colocavam sua saúde em risco. Optou pela aposentadoria em favor da longevidade, já mirando a carreira de treinador.
Da base ao comando da Costa do Marfim
Após seis meses afastado, Faé iniciou a transição para a função técnica, atuando como auxiliar no Nice e progredindo na carreira até chegar à seleção marfinense em 2024. Começou como interino e foi efetivado no cargo.
Com o time africano, ergueu a Copa Africana das Nações ao derrotar a Nigéria na final, após eliminar o Senegal nas oitavas. A conquista representou um marco para a história recente do país no continente.
Objetivo na Copa do Mundo de 2026
Faé afirmou que o objetivo é ir o mais longe possível no Mundial. Sem prometer títulos, ele destacou o desafio de superar a fase de grupo, com três partidas difíceis pela frente, e reconheceu que a Costa do Marfim nunca avançou às fases eliminatórias.
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