Em meio ao mosaico de bandeiras da torcida do Irã na Copa do Mundo de 2026, um símbolo chamou a atenção na estreia da equipe, ontem, nos Estados Unidos: a bandeira pré-revolução islâmica com o leão diante do sol. Ela voltou a aparecer nas arquibancadas, mesmo estando proibida no país desde 1979, e para muitos carrega mensagem política.
A antiga bandeira era associada à monarquia que governou o Irã antes da Revolução Islâmica. Após 1979, o emblema atual substituiu o símbolo. Desde então, a bandeira histórica passou a ser usada por setores oposicionistas e pela diáspora iraniana ao redor do mundo.
Segundo a professora Monique Sochaczewski, do IDP, o símbolo costuma ser interpretado como expressão de oposição ao regime. A pesquisadora aponta que houve, de fato, resistência popular contra o governo, mas nem toda a população se posiciona de forma pública.
Para outros analistas, o período monárquico também é objeto de críticas, sobretudo por violações de direitos humanos. O debate sobre o significado da bandeira permanece complexo e politicamente polarizado, mesmo entre quem a vê como símbolo de liberdade.
Os protestos com a bandeira ocorreram na Califórnia, onde fica a primeira apresentação do Irã na Copa em solo norte-americano e onde reside uma das maiores comunidades da diáspora iraniana. Fora do Irã, esses grupos ganham espaço para expressar críticas ao regime.
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