O Grêmio anunciou nesta segunda-feira (14) o retorno de Renato Portaluppi, que substitui Luís Castro, demitido após a derrota por 2 a 1 para o Vasco. É a quinta passagem do treinador pelo clube, com contrato até dezembro.
Depois de 27 rodadas, o Tricolor ocupa a 16ª posição do Brasileirão, com 28 pontos, mesma pontuação de Vasco e Internacional, os dois primeiros times dentro da zona de rebaixamento. Fica à frente apenas pelos critérios de desempate.
É praticamente o mesmo cenário que Renato encontrou há 16 anos. Com uma diferença importante.
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A arrancada de 2010
Em agosto de 2010, Renato deixou o Bahia, onde fazia boa campanha na Série B, para substituir Silas no Grêmio.
O Tricolor Gaúcho tinha acabado de encerrar o primeiro turno flertando com o Z4 durante praticamente toda a competição.
O treinador emplacou a melhor campanha do returno daquele Brasileirão. O Grêmio saiu da parte de baixo da tabela e terminou o campeonato em quarto lugar, com o melhor ataque da competição: 68 gols em 38 jogos.
Com estreia na 14ª rodada, o técnico teve duas vitórias, dois empates e duas derrotas ao final do primeiro turno.
O segundo turno foi completamente diferente: foram 13 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, em 19 jogos, um aproveitamento de 75,43%.
O desempenho garantiu vaga na repescagem da Libertadores de 2011, com a ajuda da derrota do Goiás na final da Sul-Americana. Renato acabou indicado ao prêmio de melhor técnico do ano.
O calendário não ajuda da mesma forma
Em 2010, Renato assumiu na 14ª rodada e teve praticamente 24 rodadas para virar a chave.
Agora, chega com o campeonato na 27ª rodada. Restam 11 jogos, pouco mais da metade do espaço que teve naquela temporada para reconstruir o time.
A estreia também será dura. Luiz Felipe Scolari, coordenador técnico do clube, comanda a equipe interinamente contra o Botafogo, nesta quarta-feira (16).
Renato faz sua reestreia no domingo (20), diante do Palmeiras.
A quinta passagem de um velho conhecido
Renato é o treinador que mais vezes comandou o Grêmio na história, com mais de 540 jogos acumulados.
Pelo clube, conquistou a Copa do Brasil de 2016, a Libertadores de 2017, a Recopa Sul-Americana de 2018 e cinco títulos gaúchos.
A passagem mais recente, entre 2022 e 2024, teve dois momentos opostos: o vice-campeonato brasileiro de 2023 e um 2024 instável, encerrado com o time em 14º lugar e a saída do treinador a pedido próprio.

Renato Portaluppi recebe homenagem pelos 200 jogos completados no comando do Gremio apos a partida entre Gremio e Sao Paulo (Foto: LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA)
Foram 141 jogos, com 70 vitórias, 31 empates e 40 derrotas.
Renato estava sem clube desde junho, quando deixou o Vasco.
Duas frentes ao mesmo tempo
O contrato reflete o tamanho do desafio. O acordo vai até dezembro, com possibilidade de prorrogação caso a equipe escape do rebaixamento e chegue à final da Copa do Brasil.
As bonificações estão atreladas justamente a esses dois objetivos.
Além da luta na Série A, o Grêmio está na semifinal da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, com os jogos marcados para novembro.
É a chance de encerrar a temporada com um título nacional e, ao mesmo tempo, a competição que pode atrapalhar o foco na permanência.
Em 2010, Renato precisou administrar apenas o Brasileirão. Agora, terá que equilibrar as duas frentes com um terço do campeonato pela frente.
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