A Audi projeta ganhos expressivos com o sistema ADUO da Fórmula 1, mas avisa que melhorias na pista não serão imediatas. A Red Bull domina o ICE (motor de combustão interna) neste início de temporada, e a fabricante alemã pode usar o ADUO para reduzir distâncias de potência.
Binotto aponta que as deficiências da atual unidade já eram previstas pela equipe desde o começo do ano. Com o ADUO, Audi passa a integrar um trio de fabricantes ao lado de Ferrari e Honda, com direito a até duas atualizações extras em 2026 e outras duas em 2027.
Para a marca, o benefício futuro é visto como significativo, segundo o dirigente. O foco, no entanto, está no desenvolvimento gradual da unidade de potência, não em uma revolução rápida no grid, enfatiza a gestão da equipe.
O regulamento ADUO define um delta de potência do motor de combustão, sem considerar gestão de energia ou eficiência do sistema elétrico. Assim, marcas menos concorrentes ganham teto de gastos maior, mais horas em dinamômetros e maior liberdade tecnológica.
A Audi aposta numa evolução de médio a longo prazo. Segundo Binotto, não haverá ganhos imediatos com o ADUO, mas o efeito deve se materializar com o tempo, ajudando a tornar a unidade mais competitiva até 2030.
ADUO: funcionamento e expectativas
- O ADUO permite duas atualizações adicionais em 2026 para Audi, Ferrari e Honda, mais duas previstas para 2027.
- A expectativa é fechar o hiato de potência com a redução do atraso da unidade de força, não com ganhos de curto prazo.
- A abordagem é de desenvolvimento paciente, alinhada a um plano de longo prazo da equipe.
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