Ricardo Adé, zagueiro haitiano de 36 anos, teve a vida marcada pela distância entre o Haiti e o futebol internacional. Hoje jogador da LDU, no Equador, ele se tornou símbolo da diáspora que busca oportunidades fora do país natal para sonhar com o futebol.
Adé deixou o Haiti ainda jovem em busca de carreira. Depois de passagem por Tailândia, Chile e, finalmente, o Equador, ele consolidou-se na LDU em 2023 e disputou amistosos que antecedem a Copa do Mundo. A trajetória é valorizada pela trajetória de superação.
Em Miami, durante a preparação para o Mundial, Adé descreveu a pressão de manter o sonho vivo para crianças no Haiti. O atacante ressalta que a abertura do país facilitaria a continuidade dos sonhos de jovens jogadores que consideram o futebol uma via de transformação familiar.
A Liga de Quito mantém Adé como líbero da equipe, com atuação formidável na defesa e leitura de jogo. O técnico brasileiro Tiago Nunes destaca a dedicação dele, citando a história de resiliência desde as primeiras oportunidades profissionais aos 27 anos.
No Haiti, Adé é referência, sendo o segundo capitão da seleção, enquanto o goleiro Placide lidera com a braçadeira. A equipe já disputou Copas do Mundo, mas não pode jogar em casa durante as eliminatórias por causa da violência no país, com partidas realizadas em Curaçao.
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