A pausa de três minutos para hidratação na Copa do Mundo tem gerado insatisfação entre torcedores e jogadores. Na partida entre França e Senegal, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, houve vaias da torcida durante a paradinha, enquanto o som do estádio tentava cobrir com música e anúncios comerciais.
No segundo tempo, o aborrecimento não se repetiu. A maior parte do público francês acompanhou a vitória da equipe e comemorou, sem reforçar o protesto contra a pausa no jogo. A mudança faz parte de uma das novidades da Fifa para o torneio.
A pausa tem gerado debate sobre impacto comercial e técnico. Apesar de haver interesse comercial, com mais janelas de publicidade, a Fifa afirma que a regra busca elevar o nível do jogo diante do calor intenso na região em junho.
Repercussões e posicionamentos
O calor acima de 30°C durante a partida brasileira também foi citado como contexto para as pausas, que permitem aos atletas recuperar-se. Em entrevista, o zagueiro Van Dijk criticou a medida, dizendo que é desagradável para quem assiste pela TV e que deve ser avaliada caso a caso, recebendo apoio de Maurício Pochettino, treinador dos Estados Unidos, que também preferiria limitar as pausas.
Treinadores passaram a ter mais instrumento para ajustar equipes durante o jogo. Carlo Ancelotti, técnico do Brasil, utilizou as paradinhas para orientar os jogadores nos dois intervalos, ampliando a participação tática.
Perspectivas técnicas e opiniões de jogadores
Após a partida, o zagueiro Koulibaly, fora de campo, disse que a regra é o que existe e que a pausa pode ter função técnica, ajudando na recuperação física; ele afirmou que não vê problema, apesar de achar a medida um pouco chata. A discussão sobre utilidade e limites permanece aberta entre clubes e treinadores.
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