Um mês de aluguel no ingresso, R$ 80 por uma cerveja: quanto torcedores estão pagando para estar na Copa. Entre México, Canadá e EUA, torcedores relatam gastos superiores a milhares de dólares para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2026, com ingressos, voos, hotéis e alimentação elevando o custo total.
No México, alguns torcedores pagaram entradas que equivalem a meses de aluguel. Em Nova York e Nova Jersey, bebidas no estádio chegam a custar até US$ 16 (R$ 81) e a passagem de trem para o estádio fica em torno de US$ 98. O impacto financeiro preocupa moradores locais, que tentam ações para reduzir despesas.
Norueguês em Atlanta gastou cerca de US$ 4 mil para ver uma partida, incluindo ingressos, voos, hotel e transporte. Em Massachusetts, três ingressos para Noruega x Iraque custaram US$ 380 cada, além de hotel e deslocamentos. O total gasto foi próximo de US$ 4 mil.
Experiências pessoais mostram o peso do preço. Em Toronto, um casal pagou US$ 3,8 mil pelo roteiro completo para acompanhar a estreia da Bósnia-Herzegóvina. Já no México, alguns pagaram valores próximos de três meses de aluguel por um ingresso.
No entorno de Nova York, a cerveja de 470 ml em estádios da final da Copa pode chegar a US$ 16. Em Dallas, visitantes encontraram preços menores, com opções de bebidas entre US$ 5 e US$ 9. Transportes entre cidades também elevaram o orçamento.
Medidas locais tentam amenizar os custos. Em Nova York, a prefeitura abriu venda de 1 mil ingressos a US$ 50 para moradores. Em Ontario, Canadá, foi aprovado um regime para reduzir preços de revenda. Dallas oferece transporte público gratuito para o estádio.
A experiência da Copa segue motivando torcedores, que afirmam que as recordações compensam o investimento. Em muitos casos, custos altos são vistos como o preço para ver seleções favoritas em campo, mesmo diante de gastos significativos.
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