Os intervalos obrigatórios de três minutos, previstos pela FIFA em cada tempo, voltaram a gerar polêmica durante a Copa do Mundo que acontece nos EUA e no Canadá. A discussão ganhou corpo com a reação de torcedores nos estádios e a cada retorno aos jogos.
Na quarta-feira, 17 de junho, as vaias marcaram duas partidas do Grupo L. Em Dallas, Inglaterra enfrentou Croácia, e em Toronto, o Panamá duelou com Gana. Em ambos os estádios, muitos torcedores contestaram o intervalo para hidratação.
A medida foi criada para ajudar jogadores a lidar com o calor e a umidade do verão norte-americano. Críticos apontam interrupção do ritmo da partida e a possibilidade de favorecer a televisão ao abrir espaço para anúncios. Há, ainda, quem veja a regra como ferramenta de gestão de tempo.
Repercussões e relatos de técnicos
O técnico do Panamá, Thomas Christiansen, comentou após a derrota por 1 a 0 para Gana que os intervalos não dependem do calor, mas sim de interesses de televisão. Afirmou que, mesmo assim, a equipe precisa se adaptar às pausas.
Em Dallas, houve registro de vaias de torcedores de Inglaterra e Croácia quando o árbitro apitou o intervalo. A reacção ocorreu logo após o início da pausa, aos 22 minutos do first tempo, mantendo o clima de insatisfação entre as torcidas.
Os debates também alcançaram outra partida do grupo, em que Noruega enfrentou Iraque, em Boston. A temperatura era amena, porém houve protestos da torcida assim que o intervalo começou, ainda na primeira etapa.
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