Spencer West, que nasceu sem as pernas, realizou a estreia de escalar o Kilimanjaro em Tanzania, atingindo o cume com apoio de amigos. A missão envolveu levantar US$ 500 mil para projetos de água limpa na região leste da África. A façanha ocorreu em junho de 2012, após um intenso período de preparação.
West nasceu com uma condição genética rara chamada agênese sacral e, aos cinco anos, precisou amputar as pernas. Mesmo com a limitação, aprendeu a se deslocar usando as mãos e viveu com recursos como cadeira de rodas e patinete na infância.
O desafio iniciou com o grupo partir de Wyoming, nos Estados Unidos, seguido de um treinamento intenso e campanha de arrecadação. A ideia era transformar o feito em apoio a comunidades com carência de água potável.
Desafio logístico e esforço físico
No primeiro dia, as condições climáticas favoreceram o grupo, mas o terreno exigiu superar limitações, com grande parte da subida feita sobre as mãos. Um sistema de carrinho, ligado por dois carregadores, ajudou a manter o ritmo em partes do trajeto.
Ao longo dos dias seguintes, a equipe adotou uma alternância entre andar com as mãos e ser carregado, quando possível. A escala passou por desertos alpinos, até chegar a altitudes acima de 5,8 mil metros, com ventos fortes e neve.
Na fase final, um carregador segurou West nas costas durante parte da ascensão, antes de ele completar o trajeto a pé até o topo. A equipe celebrou o momento, testemunhando o nascer do dia sobre a curvatura da Terra.
Essa experiência influenciou a atuação profissional de West, que passou a falar para grandes públicos e a produzir conteúdos sobre justiça para pessoas com deficiência, além de ter publicado o livro Breaking Free.
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