Tiago Splitter foi anunciado como o novo técnico do Chicago Bulls, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir o comando de uma equipe da NBA. Ele vê o Bulls como um quadro em branco, com foco na projeção futura e na construção de uma identidade desde já.
A decisão de contratar Splitter levou em conta a sua experiência recente como treinador interino do Portland Trail Blazers, na temporada 2025/26, que terminou com 42 vitórias e 40 derrotas. A franquia busca criar um núcleo jovem com escolhas altas no draft e reforços via free agency.
O técnico explicou que a oportunidade de começar do zero, em Chicago, foi determinante. Com o escolhido 4 no draft a caminho e a possibilidade de adicionar o pick 15, o Bulls vislumbra um grupo jovem para moldar com o seu estilo.
Draft e desenvolvimento de jogadores
O Draft que ocorre amanhã e depois de amanhã poderá indicar nomes que se encaixem ao plano de Splitter. O treinador aposta em um talento promissor e em consolidar uma identidade própria para o time.
A prioridade é o desenvolvimento de jovens atletas, não apenas os resultados imediatos. A diretoria já sabe que os frutos desse processo podem levar algumas temporadas para aparecer.
Pressão e desenvolvimento de jovens
Splitter afirma que a cobrança não o intimida. A pressão é autoconstruída pelo desafio de treinar na NBA, somada à visibilidade da imprensa. O foco permanece em criar uma cultura de evolução dentro do grupo.
O objetivo é criar um ambiente de desenvolvimento que permita que os jovens se transformem em atletas de alto rendimento, com vitórias surgindo a partir do amadurecimento.
Pioneiro de novo
Além de ser o primeiro brasileiro a treinar na NBA, Splitter já foi campeão como jogador pelo San Antonio Spurs na temporada 2013/14 e tem passagem por Hawks e 76ers. Ele enfatiza que o feito, embora marcante, não move seus objetivos diários, que são de longo prazo.
A meta institucional é manter o ritmo de progressão, mantendo a consistência do trabalho e buscando um crescimento sustentado no Bulls ao longo dos anos.
O futuro do basquete brasileiro
Sobre o cenário nacional, Splitter defende a necessidade de uma estrutura mais robusta para o desenvolvimento de jovens. O Brasil precisa investir desde as escolas públicas para criar uma base sólida que alimente futuros talentos da liga.
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