Michel Kuka Mboladinga, torcedor da República Democrática do Congo, estreará na Copa do Mundo de 2026 ao acompanhar a segunda partida da equipe na competição. Ele ficará imóvel durante o jogo contra a Colômbia, em 23 de junho, em território norte-americano.
Vestido com as cores do país, o torcedor ergue o braço em gesto que remete a uma estátua, reproduzindo a imagem de Patrice Lumumba, líder da independência congolesa. A cena tornou-se símbolo de homenagem nacional.
Mboladinga ganhou notoriedade na Copa Africana de Nações de 2025, quando permaneceu estático por 90 minutos, imitando a pose da estátua em Kinshasa. A homenagem viralizou entre torcedores, imprensa e a própria seleção.
Contexto histórico
Patrice Emery Lumumba foi uma figura central na luta pela independência da RD Congo, conquistada em 1960. Lumumba foi primeiro-ministro por poucos meses, antes de ser deposto e assassinado em 1961, em meio a implicações internacionais.
A relação entre Lumumba e o período colonial belga é marcada por violência e exploração. A memória do líder renasce na Copa de 2026, com a presença de Mboladinga entre a delegação congolesa oficial e o público em geral.
A mobilização gerou cobertura de veículos internacionais, destacando a figura de Lumumba como símbolo de resistência anticolonial. A presença de Mboladinga reforça a narrativa de homenagem histórica em meio ao torneio.
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