O goleiro Johny Placide anunciou a aposentadoria da seleção haitiana após a Copa do Mundo, encerrando uma carreira marcada por mais de 80 jogos como capitão. O Haiti encerrou a participação no Grupo C sem pontuar, com derrota por 4 a 2 para o Marrocos.
Placide, 38 anos, teve atuação destacada diante do Marrocos, com 12 defesas realizadas. O confronto destacou a trajetória do veterano, que se despediu do Haiti na preparação da partida e recebeu reconhecimento dos companheiros no gramado.
Natural de França, filho de haitianos, Placide nasceu em 1988 e atuou principalmente em clubes das divisões inferiores francesas. Seu primeiro torneio pela seleção haitiana foi o Pré-Olímpico de 2008, marcado por defesas importantes.
Antes de se aposentar, Placide tornou-se símbolo de uma geração que colocou o Haiti de volta ao mapa do futebol, especialmente com o retorno à Copa do Mundo após 52 anos. A equipe perdeu seus três jogos no torneio: Escócia, Brasil e Marrocos.
Despedida e legado
Após o treino de terça-feira, Placide reuniu os colegas para uma despedida emocional no gramado, com abraços e aplausos. Em campo, escreveu mais uma página de liderança ao orientar a defesa e os companheiros.
Placide acumulou 84 jogos pela seleção do Haiti, com 107 gols sofridos e 25 partidas sem levar gols. Sua atuação contra o Marrocos reforçou a imagem de goleiro experiente e confiável, mesmo em derrota.
A atuação no Mundial consolidou o papel de Placide como capitão de longa data, responsável por transmitir serenidade ao grupo. Aos 38 anos, encerra uma etapa importantes da história haitiana no futebol internacional.
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