O Santos vai gastar 23,2 milhões de reais em 2026 com salários de três jogadores que não estão no clube. A prática envolve empréstimos a times fora do país e no Brasil, afetando o orçamento no ano em curso. O montante engloba vencimentos de Brahimi Billal, Patrick e Tiquinho Soares, aos quais o Peixe continua vinculada, apesar da cessão de direitos.
Nos cinco primeiros meses do ano, o clube já desembolsou 11,3 milhões com esse trio. O valor foi apresentado durante a reunião do Conselho Deliberativo, que apresentou o balanço financeiro do primeiro trimestre. O conselheiro José Augusto Conrado teve acesso aos contratos de empréstimo e detalhou as negociações firmadas pelo executivo de futebol Alexandre Mattos.
O prejuízo total depende de renegociações a serem feitas antes do fim da temporada, conforme apontado na reunião. O Santos pode reduzir o impacto caso haja ajustes contratuais ou término antecipado dos empréstimos.
Detalhes por atleta
Brahimi Billal: foram pagos 760 mil reais por mês de janeiro a maio, totalizando 3,8 milhões de reais ao longo do período. A expectativa é que o contrato com o atacante, aposta de Mattos, seja rescindido amigavelmente nas próximas semanas.
Patrick: com o Remo, o clube paga 700 mil reais mensais. Entre janeiro e maio, a despesa soma 3,5 milhões, elevando a projeção para 8,4 milhões até o fim da temporada, quando termina o empréstimo.
Tiquinho Soares: o empréstimo ao Mirassol, contratado em fevereiro, envolve um custo total de 14,3 milhões até dezembro. O Mirassol recebeu 3,3 milhões à vista, enquanto o Santos arcou integralmente com os honorários do jogador. O acordo prevê possível reemprestimo em julho, caso o clube paulista encontre parceria para reduzir os vencimentos mensais.
Posição do clube
O presidente Marcelo Teixeira compareceu à reunião, sem contestar os valores apresentados. O Santos não se manifestou oficialmente sobre o tema até a publicação deste texto. A reportagem manterá o acompanhamento caso haja posicionamento do clube.
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