Na Copa do Mundo, o Japão surge como adversário do Brasil no mata-mata da segunda fase. O duelo acontece hoje, às 14h (horário de Brasília), em Houston (EUA). A seleção japonesa disputa a vaga com base em uma transição marcada pela influência europeia.
A partir dos anos 90, o Japão criou a J-League com o apoio de Zico, que ajudou a popularizar o esporte no país. Hoje, o cenário é de exportação de talento para o Velho Continente, evidenciando uma nova relação de forças no futebol japonês.
O elenco japonês deste Mundial tem 22 de seus 26 players atuando na Europa, distribuídos entre ligas fortes como Bundesliga, Premier League, La Liga e Serie A. O Japão aposta na formação e na disciplinada organização tática europeia.
A era europeia na seleção japonesa
A mudança de paradigma ficou clara: antes, o país importava jogadores, hoje exporta talento para ligas de destaque. O estilo de jogo evoluiu com pressão alta, transições rápidas e organização tática, refletindo o modelo europeu.
A média de altura da equipe também subiu: 1,81 m em 2026, frente a 1,79 m em 2022. A evolução física tem contribuído para gols de cabeça, um recurso importante na Copa do Mundo.
Zico e as perspectivas para o jogo
Zico, considerado pai do futebol japonês, reconhece o avanço técnico do Japão e a força do time para o confronto com o Brasil. Em declarações à FIFA, ele ressaltou a preparação da equipe para enfrentar diferentes adversários.
Apesar de torcer pelo Brasil por razões pessoais, Zico destacou que o Japão está pronto para o desafio e que o duelo deve ser grande, dada a evolução dos japoneses ao longo dos anos.
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