John Textor voltou a atuar nos bastidores do Botafogo, mesmo após ter sido destituído do conselho da SAF. Documentos recentes mostram o empresário como presidente do conselho de administração e secretário, com assinaturas também de Kevin Weston e Jordan Eliott Fiksenbaum.
Textor aprovou um empréstimo de 50 milhões de dólares, pretendendo convertê-lo em participação acionária permanente após a recuperação judicial. A operação não recebeu aval do Botafogo Social, presidido por João Paulo Magalhães Lins, nem assinatura do interventor Eduardo Iglesias.
A origem do recurso seria a Almax Sports Management, empresa registrada nas Ilhas Virgens Britâncias. A prática é associada a Third-Party Ownership, proibida pela FIFA desde 2015, segundo documentos passíveis de investigação.
Proposta de compra e novos desdobramentos
Kia Joorabchian e John Textor mantêm relação próxima para negócios no futebol. O anglo-iraniano apresentou, recentemente, uma proposta de compra das ações da SAF junto a Evangelos Marinakis, sem avançar. A oferta foi desconsiderada pelos responsáveis da SAF.
Em seguida, o acordo avançou com a GDA Luma, ligada a Gabriel de Alba, que já assinou contrato vinculante com o Botafogo Social. A GDA Luma efetuou um aporte de 14 milhões de dólares para quitar dívidas da SAF.
Situação financeira e dívidas da SAF
Outro ativo destacado é a lista de recuperação judicial que inclui a Sports Invest UK LTDA, com débito superior a 20 milhões de reais. A atual disputa envolve a controladoria da SAF, com diferentes partes buscando influenciar a gestão e o destino dos ativos do Botafogo.
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