A Noruega tem hoje a gestão do futebol sob a liderança de Lise Klaveness, presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF). A primeira mulher a comandar a entidade em 120 anos chegou ao posto há pouco mais de um ano e já figura como referência no debate mundial sobre direitos e governança no esporte.
Klaveness, ex-jogadora, advogada e comentaria de TV, ganhou notoriedade por posicionamentos políticos controversos para o setor. Em 2022, criticou a FIFA e o Catar pela organização da Copa do Mundo, enfatizando questões de direitos humanos e de segurança de trabalhadores migrantes.
Sob a condução de Klaveness, o futebol norueguês teve avanços marcantes. A seleção feminina chegou às quartas de final da Eurocopa de 2025, realizada na Suíça, e a equipe masculina se classificou para a Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998.
A entidade também se destacou pela postura aberta a debates políticos. Em 2024, a NFF foi uma das únicas fedações a manifestar preocupações sobre o processo de escolha das sedes das Copas de 2030 e 2034, em uma posição que privilegiou valores do esporte.
No âmbito internacional, Klaveness manteve críticas às políticas de direitos humanos em catálogos de eventos. Em 2024 e 2025, a presidente reforçou a necessidade de transparência e de responsabilidade em decisões que afetam atletas, trabalhadores e comunidades envolvidas.
A trajetória de Klaveness começou no futebol na infância, em Bergen, e inclui passagem pela seleção da Noruega, atuação como advogada, juíza em Oslo e assessora do Banco Central. Ela também foi a primeira comentarista feminina da televisão norueguesa, abrindo portas para a atuação em gestão esportiva.
Posições políticas
Sob seu comando, a NFF expressou posicionamentos relevantes. Em 2024, a federação pediu interrupção dos ataques em Gaza e pediu investigação sobre ações de Israel, sem promover boicotes a partidas. A postura foi vista como uma tentativa de cobrar padrões éticos no esporte.
Em março de 2025, Klaveness foi reeleita presidente da NFF, consolidando a liderança feminina no futebol norueguês. A Uefa também reconheceu o momento, destacando o crescimento do futebol de base e de elite sob a gestão dela.
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