O chip da bola da Copa do Mundo, fabricado pela Trionda, enviou dados de rastreamento 500 vezes por segundo ao VAR, com precisão de milissegundos. Na partida entre Croácia e Portugal, o toque de Matanovic foi detectado pelo sensor, resultando na anulação do gol do croata por impedimento.
O lance ocorreu nos acréscimos da etapa final, em jogo da fase de 32, no que ficou registrado como uma decisão polêmica. O desvio de Matanovic no meio da jogada, imperceptível a olho nu, foi identificado pelo sistema, que utiliza IA para relacionar o posicionamento dos jogadores com o toque na bola.
O sensor ultraleve registra cada toque e o instante exato, com precisão de até dois milissegundos. O gráfico exibido na transmissão apresentava uma linha semelhante a um eletrocardiograma no momento do toque, justificando a decisão.
Após o jogo, Matanovic reconheceu ter tocado a bola, embora tenha dito ter sentido um leve contato no cabelo. O chip já havia sido utilizado em outras partidas, incluindo o Mundial do Qatar, para esclarecer autoria de gols.
Ao contrário dos modelos anteriores, o design atual instala o sensor em um dos quatro painéis da bola, com os demais atuando como contrapesos para maior estabilidade durante a trajetória. O recurso já foi responsável por mudanças de veracidade de lances em jogos anteriores.
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