O dispositivo em uso na bola oficial da Copa do Mundo de 2026 confirmou uma das intervenções mais marcantes do VAR desde a adoção da tecnologia. Portugal venceu a Croácia por 2 a 1 em Toronto, após a anulação, aos 103 minutos, de um gol croata por contato mínimo com a bola.
A decisão foi recebida com revolta pela Croácia, com arremessos de garrafas no gramado e críticas ao uso excessivo da tecnologia. Zlatko Dalic afirmou que o VAR pode comprometer a emoção do jogo.
Do lado de Portugal, o treinador Roberto Martínez defendeu a objetividade da decisão, ressaltando que o sensor elimina interpretações subjetivas. A imprensa e as federações acompanharam a repercussão da medida.
Como funciona
A Trionda, bola oficial desta edição, abriga um sensor IMU fixo em uma de suas camadas internas. O equipamento envia dados 500 vezes por segundo à central do VAR, permitindo detectar toques mínimos com alta precisão.
Desenvolvida pela Adidas em parceria com Kinexon, a bola já operava desde 2022. Os dados são analisados com IA e rastreamento de jogadores, gerando um suporte técnico para decisões de impedimento e outros lances complexos.
A FIFA explicou que o sensor registra qualquer contato, exibindo informações de forma transmissível aos árbitros, o que facilita decisões rápidas e precisas durante a transmissão.
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