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Ancelotti tem quatro anos para reconstruir o time após improviso

Ancelotti assume projeto de reconstrução com quatro anos para consolidar base da seleção e renovar elenco rumo a 2030, após eliminação nas oitavas

O técnico Carlo Ancelotti, em treino da seleção nos EUA
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A seleção brasileira encerrou sua campanha na América com derrota para a Noruega, neste domingo, em East Rutherford. Eliminada nas oitavas de final, a equipe encerra o ciclo com quatro anos pela frente para estabelecer bases até 2030. O jogo consolidou a pior campanha do país na fase eliminatória desde 1990.

O ciclo foi marcado por improviso e instabilidade, com quatro treinadores à frente. Passaram por postos distintos o interino Ramon Menezes, o interino Fernando Diniz e Dorival Júnior, até a chegada de Carlo Ancelotti, há pouco mais de um ano.

A contratação de Ancelotti ocorreu no dia 12 de maio de 2025, revelada pelo presidente anterior, Ednaldo Rodrigues. Quatorze dias depois, Samir Xaud assumiu a presidência da CBF após afastamento judicial de Rodrigues, que abriu caminho para a condução da reorganização técnica.

Ancelotti chegou com uma estrutura que não estava disponível para os antecessores. Na gestão anterior, os investimentos no elenco geraram disputas internas e reclamações sobre itens básicos de preparação, como água e gelo.

O zagueiro Danilo apontou melhora no planejamento desde a chegada do italiano, afirmando que a seleção passa por um período de organização. Segundo o atleta, atletas não precisam enfrentar situações sem precedentes, o que pode favorecer o desenvolvimento de longo prazo.

O treinador italiano busca consolidar a renovação, mesmo com a permanência no cargo já oficializada. Entre as mudanças em curso, está a redução de dependência de veteranos e a afirmação de novos nomes, com foco em ampliar a construção de base para o próximo ciclo.

No começo da gestão, Ancelotti manteve Casemiro, hoje com 34 anos, em dúvida quanto ao ritmo de jogo, e Neymar, também com 34, apresentado lesionado. A lesão de Neymar só foi esclarecida posteriormente, passando a ser vista como parte do contexto de ajustes.

A seleção passa a apostar em Vinicius Junior como responsável pela função de camisa 10, abrindo espaço para novas referências ofensivas. Jovens como Rayan, de 19 anos, já entraram com desenvoltura na linha de frente na ausência de jogadores lesionados.

Outros nomes jovens já sinalizados pelos planos do técnico incluem Estêvão, Endrick e Rodrygo, todos com 19 ou 25 anos. A ideia é incorporar jovens promessas ao grupo principal para consolidar uma nova identidade.

Com mais tempo e conhecimento do futebol brasileiro, Ancelotti pretende evitar erros vistos na convocação para a Copa de 2026. A conjuntura atual confirma foco em construção de estrutura, menos improviso e maior planejamento para o ciclo até 2030.

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