- O presidente da Fifa, Gianni Infantino, chegou ao Marrocos nesta quarta-feira (5) para uma reunião emergencial sobre a crise em sua gestão
- Infantino enfrenta críticas após propor a venda de parte dos direitos comerciais das competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo
- O projeto, chamado Fifa Forward Enterprise, previa criar uma empresa para administrar os ativos comerciais da Fifa
- A proposta permitiria vender até 20% de participação dessa empresa a investidores privados
- Confederações como Uefa e Concacaf rejeitaram o plano e criticaram a falta de consulta e transparência
- A Uefa afirmou ter perdido a confiança na liderança de Infantino e acusou a gestão de “vender a alma do futebol”
- A resistência levou Infantino a desistir do projeto anunciado no início da semana
- A crise ocorre antes das eleições de 2027, quando o dirigente pretende disputar um quarto mandato à frente da Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, chegou nesta quarta-feira (5) em Marrocos para uma reunião emergencial. O encontro foi marcado na sede da Fifa África para gerenciar a crise que ele enfrenta na liderança da entidade.
Infantino tem sido alvo de críticas após tentar vender direitos comerciais das competições organizadas pela Fifa, como a Copa do Mundo.
A proposta de atrair investimento privado, chamada Fifa Forward Enterprise (FFE), fracassou depois de ser rechaçada por confederações como a Concacaf e a Uefa.
A federação europeia acusou Infantino de “vender a alma do futebol” e disse não ter mais confiança em sua liderança à frente da Fifa.
“A atual direção da FIFA não só perdeu a confiança da UEFA, como também a de muitos outros membros da família do futebol”, afirmou a entidade europeia.
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O que previa plano da Copa
O plano previa a criação de uma empresa para administrar os ativos comerciais da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, com a venda de até 20% de participação a investidores privados.
O plano de Infantino havia sido anunciado no início da semana e provocou resistência imediata entre dirigentes do futebol mundial, que reclamaram de não terem sido consultados.
As confederações criticaram a falta de transparência e o risco de comercialização excessiva do principal torneio da modalidade.
A crise ocorre em um momento sensível para Infantino, que pretende disputar um quarto mandato à frente da FIFA nas eleições previstas para 2027.
*Com informações da Reuters
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